Ilhas Brasil

Brejo das almas

O passado não é virtual,

não tem segunda via,

é maduro de indiferença

salvo no lero-lero da prosa

e na vertigem mentirosa da poesia.

Aí sim é sempre igual:

Ainda bem, cantam os sapos no alagado,

e outros, no raso seco da monotonia,

ainda mal, ainda mal, ainda mal.



A não ser nas fotos retocadas por Stalin,

como aquela em que Trotsky some

do palanque de Lenin, ou esta outra em

que o acompanhante é tragado pela paisagem aquática

do cenário e desaparece.

Diz-se, assim, que Stalin reinventava o

passado, por impropriedade, é claro do
dizer melhor seria que ele
inventava o passado simplesmente
porque o passado não pode ser inventado.